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No Largo do Pelourinho representavam-se as comédias!

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Vila Real - Largo do Pelourinho “Acerca do primitivo pelourinho da cidade , seria curioso conhecermos algo da sua arquitetura, mas isso torna-se quási impossível porque nem mesmo na Torre do Tombo existe qualquer documento que a esclareça. Todavia, por um desenho existente pôde a Câmara Municipal reconstruí-lo e reintegrá-lo na sua forma primitiva, aproveitando a respetiva coluna e algumas peças soltas [ver imagem abaixo]. O local onde foi primitivamente colocado parece ter sido o do Largo do Pelourinho , pois existe um manuscrito [" Rellação de Vila Real e seo Termo ", 1721] onde se lê o seguinte: « Da parte de dentro deste arco (sendo da parte de fora o Campo do Tabolado ) está a praça, que é rossio quadrado, aonde está o pelourinho feito com grandeza e primor de arte, nele se vende pão cozido, pescado, azeite, frutas, hortaliça, leitões, caças, queijo, fruta seca, doces e outras coisas comestíveis de que sempre está provido. Na quadratura desta rua da Praça em qu...

O Chafariz Metálico | Chafarizes e fontes em Vila Real

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O Chafariz Metálico na Praça Luiz de Camões O chafariz que actualmente se encontra [ encontrava ] na Praça Luis de Camões tornou-se quase um ex-libris da cidade. Mas a sua primeira instalação, em 1891, ocorre em frente da Igreja de São Domingos , sensivelmente a meio da artéria que hoje conhecemos por Avenida Carvalho Araújo . Construído na Fábrica do Bolhão, o Chafariz Metálico veio substituir o velho Chafariz do Tabulado , que em 1532 mandara fazer D. Pedro de Castro . A sua aquisição deve ser entendida no contexto de uma série de melhoramentos importantes que Vila Real fica a dever a gestão municipal de Avelino Patena , um jovem e fulgurante político que, com apenas 23 anos de idade, se torna o candidato mais votado nas eleições para a Câmara realizadas em Novembro de 1889. Patena toma posse do cargo de presidente da autarquia em 2 de Janeiro de 1890. Contudo, vítima de forte perseguição política, vai aguentar-se à frente dos destinos do concelho apenas 16 meses. Ainda a...

Capela de Santo António – já não existe em Vila Real!

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Capela de Santo António, no Pioledo, demolida em 1953 Esta capela, feita por devoção do povo, foi edificada no Monte Calvário [ Pioledo ], no ano de 1535, próxima da ermida de S. Sebastião , para o lado Poente. As paredes da ermida eram azulejadas e tinha três altares com os altares dourados, dedicados a  Santo António , a  Nossa Senhora do Pilar  e a  S. Vicente Ferrer . O tecto era forrado com painéis onde estavam pintadas representações dos milagres de Santo António. Os estatutos da  Irmandade de Santo António  foram confirmados em 1675. Na capela havia festejos no dia 13 de Junho , em honra do Padroeiro, com grande festividade e asseio, “ mas com maior grandeza desde o ano de 1700 a esta parte o festeja o morgado de S. Brás, Martim Teixeira Coelho e depois seu filho primogénito, Gonçalo Luís Teixeira Coelho de Melo ". Tendo desaparecido os estatutos da  Confraria de Santo António , o novo código foi confirmado a 31 de Agosto de 1...

A lenda da construção da Torre de Quintela

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Torre de Quintela - Vila Marim - Vila Real (1908) Venha agora a lenda (dois traços, apenas) que recolhemos directamente dos labregos que por ali demoram no antigo feudo do Senhor de Quintela, e muito provavelmente descendentes dos seus servos (ou tais como eram considerados, conforme o que sabemos pelos estudos de Herculano). O caso da edificação daquela torre, passou-se assim. Um rei nosso, muito antigo, agradecido aos serviços dum guerreiro, fê-lo donatário ou deu-lhe o senhorio de todas as terras que avistasse do alto da Campeã (na Serra do Marão, a poucos quilómetros de Quintela ). Aí se estabeleceu um povoado ( colónia ). Mais tarde, muitos moios de anos (60, cada moio), veio o senhorio daquelas terras a dar na posse duma mulher, que o povo alcunhou de D. Loba, pela avidez, pois que exigia que todos os gados e rebanhos pastantes nas suas terras, fossem reconhecidos como seus, e outros vexames semelhantes, deixando aos pobres servos o que não podia deixar de ser. Os povos,...

Vila Velha | Conjuntos Urbanos de Vila Real

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Vila Velha "A vila medieval murada, edificada no promontório sobre a confluência dos rios Corgo e Cabril , não consegue conter o seu povoamento inicial mais do que dois séculos, sendo certo que, já no final do séc. XIV, existiam casas extramuros e alguns arruamentos definidos. O séc. XVI será no entanto aquele em que se consolidará o povoamento do núcleo urbano fora de muralhas, não obstante as tentativas frustradas dos moradores para conter esse mesmo povoamento dentro de muros. Para isso tomaram iniciativas como a ampliação da igreja de São Dinis , no séc. XV, com a finalidade de servir toda a população da sede do concelho (esta igreja manteve-se como principal local de atos públicos religiosos até ao séc. XIX, não obstante a ruína e a desertificação em que se encontrava a Vila Velha ) ou a representação solicitando a confirmação, atendida pelo rei, dos privilégios concedidos aos moradores e aos mercadores que usassem a porta franca. Idêntica iniciativa de manutenção do...

Vila Real de Traz os Montes vista em 1907

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Vila Real , como muitas das maravilhas que a antiguidade legou aos séculos, desde a figura errante de Homero, vagamente afirmada nos gastos mármores de Paros, à ânfora esbelta de ouro e coral em que Cleópatra saciava a ardência dos seus lábios de deusa amorosa, vive para nós, relativamente à sua origem, meio envolta na indecisão nebulosa das probabilidades e das lendas. E, no entanto, Vila Real não tem a idade longínqua de Homero, nem os largos anos da ânfora preciosa da velha dinastia dos Lágidas. A sua idade é quase moderna - não vai além do domínio da fé romana no solo feroz em que nasceram, em que cresceram e engrossaram os troncos fibrinosos das naus da Índia. Vila Real , ao pé das minúsculas cidades etruscas, acocoradas na suavidade das colinas abundantes, sonhando com os seus deuses sanguinários de outrora, está apenas na infância da sua vida risonha a pacata. A bisbilhotice da História, porém, ao vê-la nascer, tão espantejada de ares, tão rica de vegetação, esqueceu-...

Imagens da colocação da estátua de Diogo Cão em Vila Real (1958)

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Diogo Cão  foi o comandante das armadas que, entre 1482 e 1486, fizerem o reconhecimento da  costa ocidental de África , desde o  cabo de Catarina até à Serra Parda . O feito mais notável é o da  chegada à foz do rio Zaire , em Abril de 1483. Sobre  Diogo Cão  escreveu  Fernando Pessoa : “ O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno. E para diante naveguei. E ao imenso, e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português .” Em Vila Real, a sua memória - para além da Casa Diogo Cão , onde a tradição afirma que terá nascido - está perpetuada através de uma estátua, da autoria de Canto da Maya, que se pode ver no Jardim da Praça com o seu nome. Dá, ainda, o seu nome a uma rua, junto à Praça, e a um Agrupamento de Escolas, cuja Escola sede também tem o seu nome. Sugestão:  Diogo Cão - genealogia do intr...

A Tuna de Mondrões/Bisalhães – uma das Tunas do Marão

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A Tuna de Mondrões/Bisalhães em 1935 “Estivemos em Bisalhães pela primeira vez a gravar a tuna em 1992, numa altura em que ela integrava, como as fotografias documentam, alguns jovens que tinham sido cativados para a prática instrumental pelos mais velhos elementos da tuna, numa iniciativa inteligente e promissora, mas que infelizmente acabou por não resultar, como vamos historiar. As informações que aqui vertemos resultaram essencialmente da entrevista que então fizemos aos dois mais antigos membros da tuna, Querubim Ribeiro de Carvalho , nascido em 1912, e Joaquim Fernandes Fontes , nascido em 1925, ambos nados e criados em Bisalhães, representantes das duas famílias que desde sempre foram os principais fornecedores de tocadores da tuna, os Carvalhos e os Fontes, bem como ao filho do último, Constantino Fontes . Como grande e importante centro oleiro que era (e ainda é), Bisalhães tinha quase toda a sua população ocupada ou, pelo menos ligada, à arte da olaria. “ Eu sempre fu...