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Vila Real, a primeira terra portuguesa com luz elétrica

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"Fábrica da Luz Electrica - Villa Real" “ Vila Real pode até orgulhar-se de ter sido a primeira terra de Portugal que gozou do privilégio moderno da luz elétrica. Montada uma central pelo alemão Emílio Biel nas quedas do Corgo , ela foi mais tarde mudada para a junção deste rio com o Cabril . A sua energia é atualmente [1943] reforçada com a recebida das quedas do Varosa . É uma terra cheia dos mais surpreendentes encantos.” (1) “ Concelho de Vila Real ”, Julho de 1943, de Bandeira de Tóro | Imagem: edição de Pinheiro & Teixeiras = Vila Real, c. 1916 – Fototipia ***** "Emílio Biel em Vila Real Karl Emil Biel, ou simplesmente Emílio Biel para os vila-realenses, nascido na Baviera em 1838, deu um contributo com alguma importância para a história de Vila Real, entre finais do século XIX e um pouco para além da primeira década do seguinte. Ele ficou sobretudo ligado à iluminação eléctrica das ruas da então vila. Mas essa história começou antes dele. Começou com...

Nossa Senhora da Pena e o milagre descrito em 1752

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Imagem de Nossa Senhora da Pena Mouçós - Vila Real A devoção popular a Maria é um fenómeno excecional e incomparável. Na Igreja Católica esta piedade, em particular, manifesta-se sob variados títulos ou nomes. Em Mouçós , a Virgem Maria é invocada com o nome de Nossa Senhora da Pena .  É uma clara referência ao local onde existiu a primeira e mais modesta ermida onde já se veneravam a Senhora da Pena  (1) e o Glorioso São João Baptista e, onde terá ocorrido o fenómeno relatado por José Jacinto das Neves (natural de Sequeiros ), no recuado ano de 1752.  São João Baptista Em breves linhas, diremos que o que milagre foi o seguinte: de uma fraga sem abertura irromperam umas águas cristalinas que alcançavam oito polegadas antes de se esbaterem na pedra (em forma de repuxo).  A notícia, de que por um prodígio havia brotado uma fonte neste território, correu a Província e não tardou que muitos se deslocassem a este lugar para ver a maravilha operada por Deus, isto é, ...

Diogo Cão - genealogia do intrépido e arrojado navegador português

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Genealogia de Diogo Cão Esta família de apelido Cão ou Caão é mui antiga, porque já no reinado de el rei dom Afonso IV, Lourenço Caão era padroeiro do velho mosteiro de Sam Simão da Junqueira, ao sul de Vila do Conde. Deste Lourenço Caão descendeu  GONÇALO CÃO , que viveu em tempo de el-rei dom João I, e foi um dos cavaleiros que o condestável dom Nuno Álvares Pereira mandou ao Alandroal socorrer Álvaro Contado ou Questado que Vasco Porcalho, comendador de Avis, entregara aos espanhóis. A estes tomou, também, BADALHOUCE (Badajoz), segundo recorda o diploma régio de 14 de Abril de 1484, e prestou grandes serviços na guerra com Castela. Deste Gonçalo Cão foi neto  DIOGO CÃO , que por mandado de el-rei dom João II, veio por duas vezes ao descobrimento da costa de África, sendo a primeira vez em 1482 e a segunda em 1485. (1) Diogo Cão é trasmontano, pois nasceu em Vila-Real É em Trás-os-Montes e com a fundação de Vila-Real que os CÃOS começam a aparecer na his...

Sobre um incêndio em Andrães e uma trovoada em Mosteirô, nos finais do século XVII

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Um jovem de Constantim, Francisco Ferreira, fez-me chegar cópia de dois textos do século XVII, escritos pelo Reitor /Pároco de Andrães, ao tempo, e a respetiva transcrição. Pelo que dizem os textos, que ficam para a história da Paróquia, achei interessante partilhar no Escarpas do Corgo . Para o Francisco, o meu muito obrigado.   Incêndio em Andrães, em 1687, que só parou graças às preces do povo ao Santíssimo Sacramento “Em o ultimo dia do mes de Agosto do ano mil, et seis centos, et oytenta et sete as duas horas da tarde se levantou neste Lugar de Andraês hú fogo tal, que bem exprimia a figura do dia do juizo; pois dentro de menos de húa hora levantandose com a primeyra casa do lugar da parte direyta conforme a igreja, se queymarâo trinta, et oyto casas fora os quinteiros dos bens que ellas tinhâo, et fructos recebidos, et veyo a parar por misericordia de Deos, et virtude do Santissimo Sacramento, a que se acudiu cô preces na casa da renda que ficou ilesa cô mais quat...

Sport Club de Vila Real e o Campo da Eira

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Sport Club de Vila Real O Sport Club de Vila Real foi fundado em 20 de Maio de 1920 por um grupo de rapazes cheios de boa vontade e amor ao desporto. Este club possui várias taças e troféus, entre as quais se contam as seguintes: - «O Povo do Norte»; - «1.° Torneio Atlético»; - «2.° Torneio Relâmpago»; - Taça «Dr. Roque da Silveira»; - Taça «Natação»; - Taça «Américo Martins Ferreira»; - Taça «Tabú»; - Taça «Trás-os-Montes» da F. P. F.; - Taça «António da Eira» - Taça «Marléne»; - Taça «Dr. José Augusto Fernandes»; - Taça «Óscar de Barros» e - Taça «Jubileu dos Bombeiros Voluntários de Vila Real. O Sport Club de Vila Real tem as secções de: Futebol, Ténis, Natação. Atletismo, Basket-Ball, Ciclismo, Ping-Pong e tiro de Chumbo. Ganhou o campeonato regional desde 1924 até à presente época de 1941-1942, sendo portanto, campeão da Província de Trás-os-Montes e Alto Douro há 17 anos. A sua actual Direcção [1943] é composta pelos Srs.: Presidente - Ar...

«Operário Futebol Club» - Vila Real

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«Operário Futebol Club» O « Operário Futebol Club » é um grupo aguerrido que dia a dia se vai tornando mais popular. Foi fundado em 1 de Maio de 1937 , dia consagrado à classe operária . Foram fundadores os Srs.: Turíbio Aranha, António Augusto Vaz, Francisco António Ferreira, Francisco Areias, Belmiro Augusto Morais, Francisco Quinteira e José Augusto Coutinho. Tem as seguintes secções : Futebol, Basket-Ball, Ciclismo, Natação, Ping-Pong e Tiro de Chumbo . Todas estas seccões foram inauguradas em 30 de Outubro de 1937 , tendo nesse dia o « Operário » realizado o seu primeiro desafio de futebol com o Sporting Club de Mirandela , fazendo uma brilhante exibição e mostrando, todos os seus componentes, grande entusiasmo, vontade e espírito de sacrifício para o desenvolvimento do team . A sua actual Direccão é composta pelos seguintes elementos: Presidente, Celestino Taveira: Vice-Presidente, Ilídio Taveira Leite: 1 Secretário, Turíbio Goncalves Aranha; 2º Secretário, Sebastiã...

As Portas da Vila e a cinta de muralhas de Vila Real

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Reconstituição das Portas da Vila (segundo dados históricos) demolidas em 1873 (1) "(…) apesar de, em 1293, D. Dinis declarar: « eu devo a fazer o muro da vila boo e cercala toda » - sem para isso, aliás, exigir o imposto de anúduva dos vizinhos de Vila Real, - a verdade é que, ainda em Julho de 1303, o mesmo Rei assinou um documento em que se lê: - « Eu fico pera lhys fazer o muro é essa villa quando o poder fazer, querêdo deus » (A. d'Azev. 70). Não há dúvida, porém, que a cinta de muralhas veio a ser erguida no decurso do séc. XIV - por sinal, com pedras retiradas (segundo a tradição referida por D. Jerónimo Contador de Argote ), das ruínas da velha e abandonada Panónias ... (Argote Mem. para a Historia Eclesiastica do Arcebispado de Braga , Tomo I, Lisboa, 1732, pág. 326). «Os muros de D. Dinis - escreveu no século passado o Rev. Dr. Pedro Augusto Ferreira, erudito conhecedor de velharias - formavam uma espécie de paralelogramo que abrigava em si a vila velha e tinh...