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BOREAL – Festival de Inverno - Teatro de Vila Real

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  26, 27 e 28 de Fevereiro de 2026 Em 2026, o BOREAL celebra 10 anos a promover a música moderna portuguesa, com projectos emergentes e indie. Durante um fim-se-semana, nos três palcos interiores do Teatro de Vila Real , são apresentados 9 concertos e 2+2 Djs. Best Youth e Três Tristes Tigres encabeçam um cartaz que apresenta uma nova geração de artistas e bandas como Ocenpsiea, Lana Gasparøtti, Best Youth, Inóspita, Them Flying Monkeys e Unsafe Space Garden . A exemplo dos últimos anos, o cartaz inclui uma banda regional, Dark Pearl , que desta vez fará a pré-abertura do festival, no dia 26. Os DJs Panic & Edmónius e Altar Diabo & L'Agent Provocateur , encerram em festa as noites de sexta-feira e sábado, no Café-Concerto . Programa: Quinta, 26 de Fevereiro 22h30 | DARK PEARL | Café-Concerto Sexta, 27 de Fevereiro 21h30 | OCENPSIEA | Grande Auditório 22h20 | LANA GASPARØTTI | Pequeno Auditório 23h00 | BEST YOUTH | Grande Auditório 00h30 | PANIC & EDMÓNIUS | Café-C...

Cantos, recantos e encantos da nossa Bila (2)

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Quem consegue identificar este local, conforme fotografia de 1907? Uma ajuda - é já identificado no texto do Foral de Vila Real doado por D. Dinis e Dª Isabel em 1289 : “Em nome de Deus amen. Conhecida coisa seja a quantos esta carta virem e ouvirem que eu D. Dinis , pela graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve juntamente com minha mulher Rainha Dona Isabel , filha que foi do mui nobre Rei D. Pedro de Aragão, faço carta de foro para todo o sempre a vós povoadores de Vila Real de Panóias . Convém a saber: a mil povoadores dou e outorgo a vós Sesmires (terreno a sul de Montezelos , compreendido entre o Corgo e o Cabril ) e Parada Cunhos . E a veiga toda do Cabril e Montezelos e a da Timpeira  e Vilalva com todos os seus termos e com todos os seus direitos e suas pertenças que tenhais cada um as suas coirelas (terras), pera, vinhas e suas almoinhas (hortas) tamanhas como as melhor puderdes haver. E com estas coirelas (terras) e com estas almoinhas (hortas) haver cada homem...

Vila Real vista por Manuel Monteiro, em 1911

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Vista geral de Vila Real Não é, portanto, sem um desabafo de íntimo prazer que se chega à estação de Vila Real , situada no topo duma ampla avenida moderna prolongamento do eixo da ponte metálica que a liga à histórica e aristocrática vila, a cavaleiro do Corgo e recortando-se no fundo majestoso das serranias. Do alto da ponte é surpreendente o que a vista descobre: - a um lado, uma vasta bacia de culturas, um cenário idílico, verdejante, suavemente cavado e matizado, que vai da veiga às colinas e das colinas às serras; - pelo outro, o leito fluvial estrangulado no estreitamento abrupto da rocha, despenhando-se o Corgo , após um deslisar remansoso, em referventes cachoeiras no precipício. A cidade, que se obstina em ser vila, é uma das mais típicas da terra portuguesa. De facto, ao longo das ruas sem alinha mento pode fazer-se o estudo quase completo, desde o século XVI; da varanda, desse impressivo detalhe da arquitetura urbana; exemplares há que comunicam com o ext...

O Hospital da Divina Providência - Vila Real

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“Alvo de poucos estudos – destacando-se os trabalhos de Pinho Leal, Adelino Samardã, Costa Godolfim, Manuel Silva Gonçalves, Paulo Guimarães e especialmente de Manuel Couto, que seguimos de perto nesta nossa análise –, a cronologia desta Instituição [ Hospital da Divina Misericórdia ] é pouco consensual, pelo que fundamentámos as fases da sua evolução nas fontes encontradas no acervo documental do Arquivo Distrital de Vila Real , o que nos permitiu delimitar algumas etapas. A primeira etapa, que corresponde à sua criação, situa-se em finais do século XVIII, em 13 de Março de 1796, com o arrendamento, pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Real , através do seu provedor Joaquim José da Silva Barbosa e Sousa, da casa de João Guedes (“serralheiro”), na Rua de Trás da Misericórdia, para alojar um novo hospital que substituísse o Hospital do Espírito Santo – um hospício para viajantes e romeiros pobres, instalado na Capela do Espírito Santo , designada também por Capela do Hospital de ...

Ponte de Torneiros (Arroios) – é medieval ou não?

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Ponte de Torneiros ou Ponte de Sobreiro (Arroios - Vila Real) sobre a Ribeira de Toirinhas (Tourinhas) No sítio do SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico) a ponte conhecida entre os vila-realenses como “ Ponte de Torneiros ”, sobre a Ribeira de Toirinhas ou Tourinhas , está identificada como “ Ponte do Sobreiro ”, tendo como acesso: EM 1238 entre Vila Real e Constantim, na povoação de Torneiros, R. Engº Joaquim Botelho de Lucena. Apresenta a seguinte descrição: “Ponte de tabuleiro em cavalete assente num arco de volta perfeita. As guardas laterais são formadas por duas fiadas que acompanham o movimento do tabuleiro apresentando a inferior alguns olhais. O pavimento visível é de terra batida.” O autor do registo no SIPA (Ricardo Teixeira, 1996), com base na Carta Arqueológica do Concelho de Vila Real, Ervedosa, Carlos Manuel Nascimento Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 1991, p. 68., refere que a época de construção é medieval (conjec...

Os Paços do Concelho de Vila Real - Breve resenha histórica

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  Inicialmente foi um Hospital Exemplar de arquitetura civil do primeiro quartel do séc. XIX, o atual edifício dos Paços do Concelho é propriedade do Município desde 1915, por aquisição à Santa Casa da Misericórdia que o construiu de raiz e nele teve a funcionar, durante quase um século, o Hospital da Divina Providência . Foi construído entre 1817 e 1820 em terrenos adquiridos por iniciativa do então provedor da Santa Casa da Misericórdia , tenente de Cavalaria 6 Francisco da Silveira Pinto da Fonseca, futuro General Silveira e Conde de Amarante . Estes terrenos eram destinados, conforme o próprio título de aquisição, a um hospital a estabelecer com a designação de Hospital da Divina Providência , na sequência de um movimento de solidariedade que, além do futuro General Silveira , contou também com o apoio de muitos beneméritos locais. Destes são de destacar os comerciantes José e Francisco Rodrigues de Freitas , em homenagem aos quais foi dado o nome de Largo dos Freit...

Cristas de Galo ou “Pastéis de Toucinho”

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Os “ pastéis de toucinho “, também conhecidos por “ pastéis de Vila Real ” e, mais recentemente, por “ cristas ” ou “ cristas de galo “, são uma criação das monjas do Convento de Nossa Senhora do Amparo da Ordem de Santa Clara . Basta um olhar atento ao seu formato para se perceber porque um dia as crianças lhe começaram a chamar "crista de galo". Certamente, uma das espécies mais representativas da doçaria conventual vila-realense, que compreende, igualmente, os pastéis de Santa Clara , também conhecidos por viuvinhas , as laranjas de Vila Real , hoje tigelinhas de laranja , a fruta coberta, as frutas de conserva, a marmelada e o arroz doce, que na altura levava amêndoa. Os pastéis de toucinho (às vezes, impropriamente, chamados de toucinho-do-céu ) eram consumidos no convento na 5ª feira gorda (a seguir ao Carnaval). Também confecionados nos momentos em que se distribuíam as «obrigações» que o convento teve e manteve ao longo de toda a sua existência, e estavam cons...

Vila Real de Trás-os-Montes, por A. Lopes Mendes, em 1886

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Vila Real de Trás-os-Montes ( Desenho do natural pelo artista amador sr. Lopes Mendes ) Vila Real de Trás-os-Montes Vila Real , essa gentil princesa dilecta do rei lavrador D. Dinis , príncipe insigne em muitas virtudes, que em 1289 mandou proceder à sua fundação, arvorando-a em capital da terra de Panóias , demora a 41º e 16' de latitude norte e a 1º 20' de longitude oriental do meridiano de Lisboa. Assenta, como mostra o nosso desenho do natural, sobre imponentes alcantis, donde se disfrutam belos e pitorescos horizontes. O solo que lhe serve de base é enxuto, porque os dois rios Corgo e Cabril , que a cercam, correm fundos e vertiginosos; além disso, é toda assente em terreno granítico, alto, alegre e arvorejado, com exposição ao nascente, sul e ocidente, e por consequência mimosa, de uma atmosfera oxigenada e cheia de sol, tanto na florida primavera como no fértil estio, no rico outono e brando inverno. As montanhas que coroam Vila Real são as serras do Marão a oes...

A Estátua de Vila Real

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“A 27 de Novembro de 1755, o mestre Matias Lourenço de Matos  arrematou a obra de decoração dos arcos da galeria, no  Campo do Tabulado , com a edificação de um soco e uma peanha sobre qual colocaram uma estátua, com a imagem de uma mulher, vestida de guerreiro, com elmo e empunhando uma lança e escudo. A elaboração da escultura, simbolizando Vila Real , foi arrematada em 3 de Setembro de 1755, por António de Nogueira , mestre estatuário, do Minho. (1) Ao mesmo tempo foi adjudicada a elaboração da imagem de Nossa Senhora da Conceição , que seria aplicada na Fonte de S. Francisco , ou Fonte Joanina , na Carreira de Baixo , construída entre 1738 e 1739. No pedestal da estátua havia uma inscrição que dizia: " O nome de Vila Real que tenho conquistei-o com grande esforço. Não queiras títulos reais obtidos de outra forma ". (2) Segundo a tradição, foi sob os olhares desta estátua que, na época das invasões francesas, se formou o Batalhão de Caçadores n.° 3 , baptizado de “ B...

Sé de Vila Real - Aspetos gerais das naves (antes e depois das obras)

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Igreja de São Domingos - Sé de Vila Real - Aspeto geral das naves antes das obras "A  Igreja de São Domingos , sede de um convento dessa  ordem   fundado por monges vimaranenses no tempo de  D.João I   (1421) e erigido a partir de 1424, constitui o melhor exemplo transmontano da arquitetura gótica. O plano aqui adotado, despojado e funcional, composto por três naves de três tramos, transepto saliente e cabeceira de capela-mor única, testemunha a cronologia quatrocentista da obra, circunstância reforçada ainda por outros elementos decorativos, como as pilastras chanfradas, os capitéis de folhagem de tipo batalhino, ou a fachada com robustos contrafortes cingindo o portal, este de três arcos apontados, inscrito em  gablete  e sobrepujado por rosácea. Situado extra-muros, no antigo  campo do Tavolado , com adro ornado com um cruzeiro de alto fuste (datado do século XVI), trata-se de um tipo de arquitetura gótica de porte robusto, em variação regi...