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A minha homenagem: "VILA REAL", por Fernando dos Reis

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VILA REAL Ó Princesa do Córgo, engrinaldada P'lo diadama das cristas do Marão !... - Como te aperta, d'encontro ao coração A minh'alma de Poeta, deslumbrada! - Ó Princesa do Córgo, encantada Por fada de varinha de condão... Ó terra, ó bêrço de Diogo Cão , Em Carvalho d'Araújo concentrada.  Ó sacrossanta terra transmontana!... - A tua alma é rude, mas humana - És franca, hospitaleira e és leal.  Ó terra amiga e antiga, o teu Brazão É um grande e emotivo coração, Batendo forte, dentro de Portugal!  Fernando dos Reis Julho - 1944 In "O Vilarealense", 9 de Julho de 1944 (foi respeitada a grafia da época) Sugestões: Vila Real – Roteiro de Gastronomia e Vinhos O concelho de Vila Real visto em 1943 Da "Flor da Cidade" à "Pastelaria Gomes"

Da Alameda do Caminho-de-Ferro ao Jardim da Estação

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Avenida e alameda do caminho-de-ferro - Vila Real “Pelo menos desde o terceiro quartel do séc. XIX que se começaram a equacionar novas áreas de expansão urbana para Vila Real . Não era alheio a isso o crescimento demográfico; mas as razões principais seriam as deficientes condições de higiene e a insalubridade que se viviam na sede do concelho. A opinião pública e os órgãos autárquicos dividem-se entre diversas soluções, orientadas quer para a margem direita, quer para a margem esquerda do Corgo . Demos alguns exemplos. Na década de 1870, e tendo como pretexto uma nova ponte sobre o Corgo, a localizar em Codessais , pensa-se em demolir uma parte significativa do Bairro dos Ferreiros e criar uma área de construção na margem direita do rio, que se estenderia até Codessais. A ideia não foi avante, sobretudo porque a população não via com bons olhos a demolição do Bairro dos Ferreiros. Entre 1903 e 1904 surgem três novas ideias para a expansão urbana, duas delas também na margem d...

Ponte metálica sobre o rio Corgo, em 1914

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Ponte sobre o Corgo em Villa Real de Traz-os-Montes Cliché do sr. António P. A. Leite ("Occidente" nº1264 - 1914) A Ponte Metálica - velho sonho de ligação das duas margens de Vila Real – foi construída segundo um projecto de 1889, incluído no estudo da estrada entre Mondim de Basto e Covelinhas, e inaugurada em Maio de 1904. Nota: Na legenda original da foto, há um lapso: aparece "Corvo" em lugar de "Corgo". O cliché terá sido tirado do local onde hoje é a Quinta da Raposeira . Para saber mais, clique aqui . Sugestões: Ponte de Torneiros (Arroios) – é medieval ou não? Ponte de Machados | Pontes antigas em Vila Real Vila Real – Capital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Quim Roscas & Zeca Estacionâncio em Vila Real

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A dupla Quim Roscas & Zeca Estacionâncio promete uma tour repleta de espetáculos marcantes, onde a comédia se encontra com a música e o improviso, criando momentos únicos que ficarão na memória. Com um legado de milhares de espetáculos em 25 anos de carreira, esta dupla icónica está pronta para levar o público numa jornada de alegria e diversão. Não perca a oportunidade de ver ao vivo estes mestres do humor, no próximo dia 24 de abril de 2026, na Aula Magna - UTAD .   Informação adicional * M/16 – Evento para maiores de 16 anos, mas participantes com 6 anos ou mais podem vir ao espetáculo, desde que acompanhados com maior de idade. Não é, portanto, permitida a entrada a menores de 6 anos. * Para adquirir bilhetes de Mobilidade Condicionada, por favor envie mail para ticketline@ticketline.pt Preçário 24€ (até 28 fevereiro) 25€ (1 a 31 março) 26€ (até 24 abril) Para adquirir bilhetes, aqui   - Lugares não marcados - lugares por ordem de chegada. Po...

BOREAL – Festival de Inverno - Teatro de Vila Real

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  26, 27 e 28 de Fevereiro de 2026 Em 2026, o BOREAL celebra 10 anos a promover a música moderna portuguesa, com projectos emergentes e indie. Durante um fim-se-semana, nos três palcos interiores do Teatro de Vila Real , são apresentados 9 concertos e 2+2 Djs. Best Youth e Três Tristes Tigres encabeçam um cartaz que apresenta uma nova geração de artistas e bandas como Ocenpsiea, Lana Gasparøtti, Best Youth, Inóspita, Them Flying Monkeys e Unsafe Space Garden . A exemplo dos últimos anos, o cartaz inclui uma banda regional, Dark Pearl , que desta vez fará a pré-abertura do festival, no dia 26. Os DJs Panic & Edmónius e Altar Diabo & L'Agent Provocateur , encerram em festa as noites de sexta-feira e sábado, no Café-Concerto . Programa: Quinta, 26 de Fevereiro 22h30 | DARK PEARL | Café-Concerto Sexta, 27 de Fevereiro 21h30 | OCENPSIEA | Grande Auditório 22h20 | LANA GASPARØTTI | Pequeno Auditório 23h00 | BEST YOUTH | Grande Auditório 00h30 | PANIC & EDMÓNIUS | Café-C...

Cantos, recantos e encantos da nossa Bila (2)

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Quem consegue identificar este local, conforme fotografia de 1907? Uma ajuda - é já identificado no texto do Foral de Vila Real doado por D. Dinis e Dª Isabel em 1289 : “Em nome de Deus amen. Conhecida coisa seja a quantos esta carta virem e ouvirem que eu D. Dinis , pela graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve juntamente com minha mulher Rainha Dona Isabel , filha que foi do mui nobre Rei D. Pedro de Aragão, faço carta de foro para todo o sempre a vós povoadores de Vila Real de Panóias . Convém a saber: a mil povoadores dou e outorgo a vós Sesmires (terreno a sul de Montezelos , compreendido entre o Corgo e o Cabril ) e Parada Cunhos . E a veiga toda do Cabril e Montezelos e a da Timpeira  e Vilalva com todos os seus termos e com todos os seus direitos e suas pertenças que tenhais cada um as suas coirelas (terras), pera, vinhas e suas almoinhas (hortas) tamanhas como as melhor puderdes haver. E com estas coirelas (terras) e com estas almoinhas (hortas) haver cada homem...

Vila Real vista por Manuel Monteiro, em 1911

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Vista geral de Vila Real Não é, portanto, sem um desabafo de íntimo prazer que se chega à estação de Vila Real , situada no topo duma ampla avenida moderna prolongamento do eixo da ponte metálica que a liga à histórica e aristocrática vila, a cavaleiro do Corgo e recortando-se no fundo majestoso das serranias. Do alto da ponte é surpreendente o que a vista descobre: - a um lado, uma vasta bacia de culturas, um cenário idílico, verdejante, suavemente cavado e matizado, que vai da veiga às colinas e das colinas às serras; - pelo outro, o leito fluvial estrangulado no estreitamento abrupto da rocha, despenhando-se o Corgo , após um deslisar remansoso, em referventes cachoeiras no precipício. A cidade, que se obstina em ser vila, é uma das mais típicas da terra portuguesa. De facto, ao longo das ruas sem alinha mento pode fazer-se o estudo quase completo, desde o século XVI; da varanda, desse impressivo detalhe da arquitetura urbana; exemplares há que comunicam com o ext...

O Hospital da Divina Providência - Vila Real

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“Alvo de poucos estudos – destacando-se os trabalhos de Pinho Leal, Adelino Samardã, Costa Godolfim, Manuel Silva Gonçalves, Paulo Guimarães e especialmente de Manuel Couto, que seguimos de perto nesta nossa análise –, a cronologia desta Instituição [ Hospital da Divina Misericórdia ] é pouco consensual, pelo que fundamentámos as fases da sua evolução nas fontes encontradas no acervo documental do Arquivo Distrital de Vila Real , o que nos permitiu delimitar algumas etapas. A primeira etapa, que corresponde à sua criação, situa-se em finais do século XVIII, em 13 de Março de 1796, com o arrendamento, pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Real , através do seu provedor Joaquim José da Silva Barbosa e Sousa, da casa de João Guedes (“serralheiro”), na Rua de Trás da Misericórdia, para alojar um novo hospital que substituísse o Hospital do Espírito Santo – um hospício para viajantes e romeiros pobres, instalado na Capela do Espírito Santo , designada também por Capela do Hospital de ...

Ponte de Torneiros (Arroios) – é medieval ou não?

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Ponte de Torneiros ou Ponte de Sobreiro (Arroios - Vila Real) sobre a Ribeira de Toirinhas (Tourinhas) No sítio do SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico) a ponte conhecida entre os vila-realenses como “ Ponte de Torneiros ”, sobre a Ribeira de Toirinhas ou Tourinhas , está identificada como “ Ponte do Sobreiro ”, tendo como acesso: EM 1238 entre Vila Real e Constantim, na povoação de Torneiros, R. Engº Joaquim Botelho de Lucena. Apresenta a seguinte descrição: “Ponte de tabuleiro em cavalete assente num arco de volta perfeita. As guardas laterais são formadas por duas fiadas que acompanham o movimento do tabuleiro apresentando a inferior alguns olhais. O pavimento visível é de terra batida.” O autor do registo no SIPA (Ricardo Teixeira, 1996), com base na Carta Arqueológica do Concelho de Vila Real, Ervedosa, Carlos Manuel Nascimento Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 1991, p. 68., refere que a época de construção é medieval (conjec...

Os Paços do Concelho de Vila Real - Breve resenha histórica

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  Inicialmente foi um Hospital Exemplar de arquitetura civil do primeiro quartel do séc. XIX, o atual edifício dos Paços do Concelho é propriedade do Município desde 1915, por aquisição à Santa Casa da Misericórdia que o construiu de raiz e nele teve a funcionar, durante quase um século, o Hospital da Divina Providência . Foi construído entre 1817 e 1820 em terrenos adquiridos por iniciativa do então provedor da Santa Casa da Misericórdia , tenente de Cavalaria 6 Francisco da Silveira Pinto da Fonseca, futuro General Silveira e Conde de Amarante . Estes terrenos eram destinados, conforme o próprio título de aquisição, a um hospital a estabelecer com a designação de Hospital da Divina Providência , na sequência de um movimento de solidariedade que, além do futuro General Silveira , contou também com o apoio de muitos beneméritos locais. Destes são de destacar os comerciantes José e Francisco Rodrigues de Freitas , em homenagem aos quais foi dado o nome de Largo dos Freit...