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Exposição sobre o nosso Liceu no Arquivo Municipal de Vila Real

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  O Arquivo Municipal de Vila Real tem patente ao público, desde o passado dia 28 de novembro e até ao dia 31 de março de 2024, uma exposição evocativa do 175º aniversário do Liceu Camilo Castelo Branco, intitulada: " 175 anos do Liceu de Vila Real: uma viagem pela Educação, Cultura e Compromisso com o Futuro ". Esta exposição, que pode ser visitada todos os dias úteis, entre as 9h00 e as 15h00 (sem interrupção!), vale a pena ser vista pelas " curiosidades " e " peculiaridades " que apresenta. E sobre a mesma mais não se diz! No âmbito desta exposição já foram realizadas 2 tertúlias: - (Re)Encontro com Professores - 26 de janeiro, no Arquivo Municipal de Vila Real, e - (Re)Encontro com antigos Alunos - 16 de fevereiro, no Auditório da Escola Secundária Camilo Castelo Branco No próximo dia 15 de março, pelas 17h00, no Arquivo Municipal de Vila Real vai realizar-se a última Tertúlia: “(Re)Encontro com atuais Alunos ”. Sugestão:  Dia do Patrono

A sagração da igreja de S. Domingos, erecta por Pio XI em Sé da Diocese de Vila Real

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Sé de Vila Real - Altar mor (c. 1955) “Um dos primeiros intentos do arcebispo em Vila Real foi realizar a cerimónia da sagração da igreja de S. Domingos , erecta por Pio XI em Sé da Diocese . Escrevendo aos párocos a 27 de Outubro de 1923, dizia-lhes procurar assim « não só proceder de harmonia com os sagrados cânones e equiparar a nossa catedral às restantes do País, mas ainda unir mais o nosso coração de bispo e de pastor a esta Igreja, cujos cuidados Deus confiou ao mais humilde dos seus ministros ». Como as leis litúrgicas permitiam que, além do titular que já tinha, outro se pudesse juntar no acto da sagração, D. João Evangelista , naquela data e na mesma carta, pedia aos imediatos colaboradores que muito lealmente lhe dessem a sua opinião sobre o nome que lhes parecesse mais próprio, porquanto o prelado muito desejava, « como em tudo o mais, ir de acordo com os sentimentos piedosos do nosso clero e as devotas tradições deste bom povo ». Recolheram-se os votos, que de

A Festa da Árvore em Torgueda - 1913

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Em Torgueda: o cortejo em marcha de Arnadelo para Tuizendes. Na pequena terra de  Torgueda , à beira de  Vila Real , também se realizou com brilho a festa da árvore , sendo muito interessante a cerimónia da plantação e o desfile das crianças . O reverendo Afonso Ribeiro Catalão falando ao povo na varanda da escola de Torgueda. (Clichés do distinto fotógrafo amador sr. Aurélio Teixeira Martins) Ilustração Portuguesa, nº371 - 31 de Março de 1913 A Festa do Dia da Árvore e da Floresta A Festa do Dia da Árvore e da Floresta em Portugal no início do século XX, logo após a implantação da República , era um evento de grande importância e significado para as populações locais. A celebração, que ocorria anualmente no dia 21 de março, era uma oportunidade para destacar a importância da preservação das árvores e da natureza, além de consciencializar a sociedade e as comunidades locais sobre a importância da conservação das florestas. Nessa época, a consciência ambiental ainda estava a iniciar-s

As Portas da Vila e a cinta de muralhas de Vila Real

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Reconstituição das Portas da Vila (segundo dados históricos) demolidas em 1873 (1) "(…) apesar de, em 1293, D. Dinis declarar: « eu devo a fazer o muro da vila boo e cercala toda » - sem para isso, aliás, exigir o imposto de anúduva dos vizinhos de Vila Real, - a verdade é que, ainda em Julho de 1303, o mesmo Rei assinou um documento em que se lê: - « Eu fico pera lhys fazer o muro é essa villa quando o poder fazer, querêdo deus » (A. d'Azev. 70). Não há dúvida, porém, que a cinta de muralhas veio a ser erguida no decurso do séc. XIV - por sinal, com pedras retiradas (segundo a tradição referida por D. Jerónimo Contador de Argote ), das ruínas da velha e abandonada Panónias ... (Argote Mem. para a Historia Eclesiastica do Arcebispado de Braga , Tomo I, Lisboa, 1732, pág. 326). «Os muros de D. Dinis - escreveu no século passado o Rev. Dr. Pedro Augusto Ferreira, erudito conhecedor de velharias - formavam uma espécie de paralelogramo que abrigava em si a vila velha e tinh

Isto não é defeito, é feitio antigo, enraizado no ADN

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« O País perdeu a inteligência e a consciência moral.  Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência.  Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita.  Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos.  A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria.  Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia.  Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado.  O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés.  A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal

Rio Corgo | Poema de Manuel Cardona

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Num eterno e amargo chôro, De pedra em saltando, Vão tuas aguas buscando As aguas turvas do Douro. Mas nos açudes, a dôr Que rezavas inda há pouco Num sonho que te faz louco, Muda-se em cantos de amôr. Me lembras então, sorrindo, Que pelo vale seguindo, Em tardinhas feiticeiras, Miras em doce segredo, E a tremer de amor e medo, O corpo das  lavadeiras ... Manuel Cardona,  Cantares da Serra . - Porto: Livraria Nacional e Estrangeira - Editora, 1923 Sugestões: O Rio das Lavadeiras – Rio Corgo em Vila Real Ponte metálica sobre o rio Corgo, em 1914 A foz do rio Corgo, junto à Régua

A Tuna de Mondrões/Bisalhães – uma das Tunas do Marão

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A Tuna de Mondrões/Bisalhães em 1935 “Estivemos em Bisalhães pela primeira vez a gravar a tuna em 1992, numa altura em que ela integrava, como as fotografias documentam, alguns jovens que tinham sido cativados para a prática instrumental pelos mais velhos elementos da tuna, numa iniciativa inteligente e promissora, mas que infelizmente acabou por não resultar, como vamos historiar. As informações que aqui vertemos resultaram essencialmente da entrevista que então fizemos aos dois mais antigos membros da tuna, Querubim Ribeiro de Carvalho , nascido em 1912, e Joaquim Fernandes Fontes , nascido em 1925, ambos nados e criados em Bisalhães, representantes das duas famílias que desde sempre foram os principais fornecedores de tocadores da tuna, os Carvalhos e os Fontes, bem como ao filho do último, Constantino Fontes . Como grande e importante centro oleiro que era (e ainda é), Bisalhães tinha quase toda a sua população ocupada ou, pelo menos ligada, à arte da olaria. “ Eu sempre fu

Joelho da Porca | Gastronomia de Vila Real

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Joelho da Porca Ao lado das especialidades locais (sopas, vitela e cabrito assados com arroz de forno, covilhetes , tripas aos molhos , posta maronesa, bola de carne e diversos enchidos), o vila-realense soube também adoptar como suas e adaptar ao seu gosto algumas especialidades de outros lugares. Algumas de tradição nitidamente trasmontana, como os pratos de bacalhau , o cozido à portuguesa e os milhos ; outras originárias de diferentes culturas, como é o caso do joelho da porca , sendo que, à atracção por este prato, não deve ser estranha a circunstância de o porco ser uma das bases da alimentação trasmontana e uma das carnes mais apreciadas e aproveitadas . O joelho da porca (*) é uma criação recente, do início dos anos 80 do séc. XX, do Restaurante Espadeiro , a cujos proprietários (Maria Celeste Carvalho Pipa e Manuel Augusto Pipa), por ocasião de uma Semana Gastronómica Portuguesa realizada com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real em Osnabrück (Alemanha), e conf

Imagens da colocação da estátua de Diogo Cão em Vila Real (1958)

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Diogo Cão  foi o comandante das armadas que, entre 1482 e 1486, fizerem o reconhecimento da  costa ocidental de África , desde o  cabo de Catarina até à Serra Parda . O feito mais notável é o da  chegada à foz do rio Zaire , em Abril de 1483. Sobre  Diogo Cão  escreveu  Fernando Pessoa : “ O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno. E para diante naveguei. E ao imenso, e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português .” Em Vila Real, a sua memória - para além da Casa Diogo Cão , onde a tradição afirma que terá nascido - está perpetuada através de uma estátua, da autoria de Canto da Maya, que se pode ver no Jardim da Praça com o seu nome. Dá, ainda, o seu nome a uma rua, junto à Praça, e a um Agrupamento de Escolas, cuja Escola sede também tem o seu nome. Sugestão:  Diogo Cão - genealogia do intrépido e arrojado navegador português

O Pelourinho voltou ao local original em Setembro de 1996

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"O pelourinho que se encontrava em frente aos  Paços do Concelho  voltou para o seu antigo local -  Largo do pelourinho , seu local histórico -, de onde saiu por deliberação camarária de 15 de Julho [ 1996 ]. No dia 9 de Setembro iniciaram-se os trabalhos de transferência. Ficam aqui registados alguns desses momentos." Fonte: "Vila Real Revista Municipal" - nº1 /Janeiro 1997 Sugestões: Vila Real – Roteiro de Gastronomia e Vinhos O Circuito de Vila Real num texto de 1943 Da "Flor da Cidade" à "Pastelaria Gomes"