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A Capela de Santa Margarida/S. Lázaro - Vila Real

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Capela de São Lázaro ( Cliché Foto Repórter ) D. Pedro de Castro , em 1520, mandou construir a capela de Santa Margarida , perto da ponte com o mesmo nome, edificada pelos artífices que moravam no bairro anexo. No séc. XVIII, mudou a invocação para S. Lázaro , “ por nela haver a imagem deste santo ". Os ferreiros e chapeleiros, entre outros artesãos que moravam no bairro, exigiram a formação de uma irmandade de S. Lázaro , “ cujos rendimentos governados com boa exacção, reformaram a capela, azulejando-a por dentro, pondo-lhe seu retábulo e apainelando-a pelo tecto de painéis com milagres do santo, que tudo está dourado e pintado; fizeram sacristia com sua tribuna por cima e na porta principal seu cabido de pedraria de cantaria com muito primor; tem avantajados sufrágios pelos irmãos defuntos, na forma dos seus estatutos que foram confirmados por provisão do arcebispo primaz, D. Rodrigo de Moura Teles, no ano de 1714 ". Por proposta da Câmara Municipal, de 4 de Maio de...

Fojo do Lobo em Samardã - Vila Real

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“Eu é que conheço a  Samardã , desde os meus onze anos. Está situada na província  Transmontana , entre as serras do  Mesio  e do  Alvão . Nas noites nevadas, as alcateias dos lobos descem à aldeia e cevam a sua fome nos rebanhos, se vingam descancelar as portas dos currais; à míngua de ovelhas, comem um burro vadio ou dois, consoante a necessidade. Se não topam alimária, uivam lugubremente, e embrenham-se nas gargantas da serra, iludindo a fome com raposas ou gatos bravos marasmados pelo frio. Foi ali que eu me familiarizei com as bestas-feras; ainda assim, topei-as depois, cá em baixo, nos matagais das cidades, tais e tantas que me eriçaram os cabelos. Na vertente da montanha que dominava a Samardã , havia um fojo – uma cerca de muro tosco de calhaus a esmo onde se expunha à voracidade do lobo uma ovelha tinhosa. O lobo, engodado pelos balidos da ovelha, vinha de longe, derreado, rente com os fraguedos, de orelha fita e o focinho a farejar. Assim que d...

Camilo por terras de Vila Real: Roteiro

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1. Campanário de São Dinis . 2. A Casa dos Brocas , sita na então chamada Rua da Piedade, foi   mandada construir pelo avô de Camilo, Domingos José. 3. O Teatro de Vila Real surge em 1846 com a adaptação de um   edifício pertencente ao tio João Pinto da Cunha para a estreia   de  Agostinho de Ceuta , a primeira obra dramática de Camilo   Castelo Branco. Situava-se na antiga Rua do Tribunal, há muito   absorvida pela Avenida Carvalho  Araújo . Funcionou durante  quase quatro décadas. 4. No entroncamento da Rua das Flores (hoje Rua D.  Margarida  Chaves ) com a Rua de S. Jacinto (hoje Rua Isabel Carvalho) levou   Camilo as célebres cacetadas do Olhos-de Boi . 5. Algures na Rua Direita foi Camilo espancado por um grupo de   sargentos de Caçadores 3. 6. Cheia no rio Corgo 7. Na Rua da Guia viveu Camilo a sua ligação com Patrícia Emília. 8. Na Rua do Jogo da Bola (hoje Rua Alexandre Herculano) morava   Patrícia Emíl...

Onze Leões do Corgo Futebol Club

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Onze Leões do Corgo Futebol Club - Vila Real Por um grupo de rapazes cheios de entusiasmo pelo desporto local, foi fundado [em 1940] este team , que enverga camisolas brancas com listas pretas e calções pretos. O conjunto é formado por elementos jovens, dos quais muito há a esperar. Tem a sua sede na Timpeira, povoação situada nos subúrbios da cidade, onde tem o seu campo [ em Abambres, conforme notícia abaixo ], mandado fazer de propósito para os « ONZE LEÕES » pelo considerado capitalista e benemérito local Sr. Francisco Lameirão . A Direcção dos « ONZE LEÕES DO CORGO FUTEBOL CLUB », é constituída pelos seguintes elementos: Presidente, Agostinho Alves da Costa; Vice-Presidente, Joaquim de Sousa; 1º Secretário, Amândio Mourão; 2º Secretário, José Luiz Martins Ferreira; Tesoureiro, Manuel António Monteiro; Vogais, Manuel Ferreira da Silva e António Ferreira. Fonte: “Concelho de Vila Real”, Bandeira de Tóro. Julho de 1943 (texto editado)

Futebol Club Vilarealense

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Futebol Club Vilarealense Em 1936, no bairro das Hortas , existia um grupo constituído por rapazes entusiastas, intitulado « Águia d'Ouro Futebol Club », que em 2 de Julho de 1937, resolveu mudar de nome, ficando desde então, a chamar-se « Futebol-Club Vilarealense ». Este grupo é filial n.º 27 do « Futebol Club do Porto ». O seu principal desporto é o futebol, apesar de se ter já feito também representar em ciclismo na prova « Flores de Portugal » com o seu corredor, Avelino Gomes da Silva. É uma das grandes aspirações do Futebol Club Vilarealense adquirir um Parque de Jogos, estando, para tal fim, em negociações com o antigo campo dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública . A sua actual Direcção [1943] é composta pelos Srs.: Presidente, Olindo Teixeiró; Vice-Presidente, Sérgio Correia; 1.º Secretário, António Vieira da Silva Claro; 2.º Secretário, José Augusto Gomes; Tesoureiro, Jaime das Neves; Vogais, Augusto Ribeiro e Olímpio Teixeira. Tem a sua sede...

«Operário Futebol Club» - Vila Real

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«Operário Futebol Club» O « Operário Futebol Club » é um grupo aguerrido que dia a dia se vai tornando mais popular. Foi fundado em 1 de Maio de 1937 , dia consagrado à classe operária . Foram fundadores os Srs.: Turíbio Aranha, António Augusto Vaz, Francisco António Ferreira, Francisco Areias, Belmiro Augusto Morais, Francisco Quinteira e José Augusto Coutinho. Tem as seguintes secções : Futebol, Basket-Ball, Ciclismo, Natação, Ping-Pong e Tiro de Chumbo . Todas estas seccões foram inauguradas em 30 de Outubro de 1937 , tendo nesse dia o « Operário » realizado o seu primeiro desafio de futebol com o Sporting Club de Mirandela , fazendo uma brilhante exibição e mostrando, todos os seus componentes, grande entusiasmo, vontade e espírito de sacrifício para o desenvolvimento do team . A sua actual Direccão é composta pelos seguintes elementos: Presidente, Celestino Taveira: Vice-Presidente, Ilídio Taveira Leite: 1 Secretário, Turíbio Goncalves Aranha; 2º Secretário, Sebastiã...

Vila Real - 100 Anos de Elevação à Condição de Cidade

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Avenida Carvalho de Araújo - Vila Real - Anos 50 Este ano, Vila Real celebra um marco significativo na sua história. A 20 de julho de 2025, celebra os 100 anos da sua elevação à condição de cidade. Um centenário que não é apenas uma data simbólica, mas também um momento de reflexão sobre o passado, o presente e as transformações que aconteceram na cidade que hoje conhecemos. A importância desses 100 anos pode ir muito além de uma simples celebração, como, e muito bem, tem acontecido todos os anos. É uma oportunidade para olharmos para a sua evolução e para as muitas mudanças que marcaram ao longo destes 100 anos. Mas, mais do que isso, é uma ocasião para envolver os vila-realenses na construção de um programa, fazendo com que todos, mais do que passivos, sejam ativos deste momento histórico e, para isso, deve criar oportunidades para que os vila-realenses se envolvam, contribuam com as suas memórias e, com isso, ajudem a construir um legado para os seus descendentes. Essa participa...

«Transmontano Futebol Club» nasceu na Fonte Nova

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«Transmontano Futebol Clube» Em 1934, um grupo de rapazes fundou no bairro da Fonte Nova , um dos mais interessantes e populosos bairros da cidade, o « Grupo Desportivo da Fonte Nova ». A agremiação vivia à custa do sacrifício de meia dúzia de «carolas» associados. Alguns desafios para angariar meios que garantissem a existência do team , os quais deram bons resultados desportivos e financeiros, animaram os dirigente a continuar a obra iniciada sob bons auspícios. No ano seguinte, alargando o âmbito das suas relações, o club passou a denominar-se « Trasmontano Futebol Club », nome que ainda hoje conserva, e filiou-se então na Associação de Futebol de Vila Real . Data de há oito anos, portanto, a fundação do « Trasmontano ». O team passou a ter uma sede modesta na Rua Marechal Teixeira Rebelo . A equipe era formada por rapazes novos que envergavam camisola listada horizontalmente, branca e vermelha; calcão azul. O novel clube passou a ter secção de atletismo, ciclismo e f...

Manuel Vaz de Carvalho: advocacia na mente, poesia no sangue!

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Manuel Vaz de Carvalho "nasceu em Cerva, concelho de Ribeira de Pena, a 13 de março de 1921, filho único da família Sousa Magalhães e Vaz de Carvalho. Desde o primeiro mês de idade que reside em Vila Real, no lugar da Timpeira , na casa que era do pai e que é habitada pela sua família até à 7ª geração. Argumenta que «é meu projeto que fiquem todos a viver na quinta que era dos meus antepassados». (...) Da advocacia diz ser uma atividade «muito difícil, muito ingrata, muito exposta, não tem graça nenhuma. (...)» Tirou o curso de Direito na Universidade de Coimbra , entre 1941 e 1948. Depois de acabado, ainda foi Magistrado no Ministério Público durante algum tempo (pouco), após o que se dedicou de imediato à advocacia . Entretanto, andou na vida militar durante quatro anos , como oficial miliciano, por terras de Póvoa de Varzim e outros quartéis, no período da última guerra. Mas falemos das suas duas paixões: a poesia e a caça . Contraditório? Nem por isso, ap...

Monsenhor Ângelo do Carmo Minhava, autor da Marcha de Vila Real

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"Nascido em  Ermelo , concelho de  Mondim de Basto , em 15 de janeiro de 1919,  Ângelo do Carmo Minhava  explica o seu nome, como, aliás, quase toda a qualquer palavra que profere, assim como cada acontecimento da sua vida, recorrendo á raiz etimológica dos vocábulos, (des) integrando-os para, na divisibilidade das partes, lhes (re) encontrar a unidade do verdadeiro sentido(s). Fá-lo de forma tão espontânea, como quando respira, olha ou se move na cadeira." (...) « Ângelo, do latim angelus, do Carmo, em devoção a  Nossa Srª do Carmo , e  Minhava , o nome de uma terra que pertencia a Adoufe. Este nome... posso imaginar a origem dele .» (...) Depois de concluídos os estudos primários, em  Gontães , terra de seu pai, e, por influência do meio familiar, « em que se cultivava a cultura humana e religiosa e os conhecimentos », como refere, entrou para o  Seminário de Vila Real , com 12 anos de idade. (...) O estudo da Música foi um « trabalho pess...