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Vila Real – Uma cronologia (1925 – 2025)

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1925 - Vila Real é elevada à categoria de cidade. 1926 - Entra em funcionamento a nova Central Hidroelétrica do Terragido, substituindo a Central do Biel no fornecimento de energia à cidade. Neste mesmo ano, a Igreja de São Domingos é classificada como monumento nacional. 1927 - Conclui-se a linha telefónica entre Vila Real e o Porto. 1928 - Um avião militar faz a primeira fotografia aérea de Vila Real. 1929 - É inaugurada a rede de abastecimento de água à cidade. 1930 - Abre o Teatro Avenida e começa a funcionar o Seminário de Santa Clara (cujo edifício, construído em etapas sucessivas, ficaria concluído apenas duas décadas mais tarde). 1931 - É inaugurado o Monumento a Carvalho Araújo , no ano em que também se realiza a primeira edição do Circuito de Vila Real. 1932 - É pela primeira vez asfaltada uma estrada nacional no concelho, entre Parada de Cunhos e o Alto de Espinho. 1933 - Inaugura-se a rede telefónica urbana de Vila Real. 1934 - Entra em funcionamento a...

PRINCEZAS DO CORGO» – Grupo Folclórico de Vila Real | Grupos de Folclore que existiram em Vila Real

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PRINCEZAS DO CORGO» – Grupo Folclórico de Vila Real «Este simpático grupo foi fundado em 1932, em meados de Março, por Manuel Ramos, José da Trindade Vilela e Francisco Pinto, rapazes cheios de entusiasmo e vocação. Era um conjunto infantil bem organizado, tendo-se deslocado diversas vezes para várias terras da província. No ano da sua fundação deslocou-se a Vidago onde fez uma excelente exibição, à qual assistiu a Ex.ma Esposa do Chefe do Estado, D. Maria do Carmo Carmona. Um jornalista do sul que também assistiu, intitulou este grupo de: “ gargantas miúdas com voz de oiro “. Uma das suas principais canções era: Ó Vila Real, ó Vila, Princesa de Trás-os-Montes, Nos dias que te não vejo Meus olhos são duas fontes. Durou pouco tempo este interessante grupo, cuja bandeira tinha as cores verde e branca, com os seguintes dizeres « PRINCEZAS DO CORGO» Grupo Infantil de Vila Real . «Ceifeiras de S. Dinis» Em Abril de 1938 reorganizou-se o mesmo Grupo com muitas componentes do...

E se Vila Real tivesse passado a chamar-se Cidade Real?

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Vila Real vista da ponte do Corgo Fac-simile de uma gravura segundo um esboço de António Lopes Mendes , publicada no "Archivo Pittoresco", vol. VI, Lisboa, 1863 Museu de Vila Real, 2001 Texto da petição que um grupo de vila-realenses, encabeçados pelo Presidente da Câmara, enviou a D. João VI, na qual solicitavam a D. João VI a elevação de Vila Real a Cidade Real, com a criação de um Bispado. “E porque, além de outras razões, foram os realistas vilarealenses os primeiros a revoltarem-se contra a Constituição de 1822, entendeu-se o momento oportuno para solicitar de El-Rei a elevação de Vila Real a Cidade Real. «...... Nesta, pelos habitantes desta Vila Real foi apresentado um requerimento para esta Câmara o dirigir a Sua Majestade Fidelíssima, para o efeito de elevar esta Vila Real a Cidade Real em razão dos benefícios que os mesmos habitantes fizeram em serem os primeiros que aclamaram a El-Rei nosso Senhor, com restituição dos seus reais direitos, em dia vinte e três d...

Joelho da Porca | Gastronomia de Vila Real

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Joelho da Porca Ao lado das especialidades locais (sopas, vitela e cabrito assados com arroz de forno, covilhetes , tripas aos molhos , posta maronesa , bola de carne e diversos enchidos), o vila-realense soube também adoptar como suas e adaptar ao seu gosto algumas especialidades de outros lugares. Algumas de tradição nitidamente trasmontana, como os pratos de bacalhau , o cozido à portuguesa e os milhos ; outras originárias de diferentes culturas, como é o caso do joelho da porca , sendo que, à atracção por este prato, não deve ser estranha a circunstância de o porco ser uma das bases da alimentação trasmontana e uma das carnes mais apreciadas e aproveitadas . O joelho da porca (*) é uma criação recente, do início dos anos 80 do séc. XX, do Restaurante Espadeiro , a cujos proprietários (Maria Celeste Carvalho Pipa e Manuel Augusto Pipa), por ocasião de uma Semana Gastronómica Portuguesa realizada com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real em Osnabrück (Alemanha), e con...

Tripas aos molhos | Receita original de Vila Real

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Vila Real não tem talvez uma gastronomia excepcionalmente rica, embora a confecção seja sempre de primeira qualidade. Mas é inegável que existe aqui um prato verdadeiramente típico: as tripas aos molhos. A origem deste prato não estará ainda cabalmente esclarecida. Mas a sua origem - o uso das tripas na alimentação, que encontra o seu paradigma nas tripas à moda do Porto - está muito provavelmente associada a duas circunstâncias históricas: o cerco de Lisboa (1384) e a expedição a Ceuta (1415). Em ambos os casos, os portuenses abateram todo o gado bovino para abastecimento dos sitiados de Lisboa e dos embarcados na expedição a Ceuta, aproveitando para sua própria alimentação as vísceras, nomeadamente as tripas. Do Porto, as tripas passaram naturalmente ao interior, um pouco para satisfazer os hábitos alimentares dos viajantes que vinham até nós, e os vila-realenses acabaram por tornar-se também eles próprios comedores de tripas. Esta iguaria era regularmente servida, no ú...

A sagração da igreja de S. Domingos, erecta por Pio XI em Sé da Diocese de Vila Real

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Sé de Vila Real - Altar mor (c. 1955) “Um dos primeiros intentos do arcebispo em Vila Real foi realizar a cerimónia da sagração da igreja de S. Domingos , erecta por Pio XI em Sé da Diocese . Escrevendo aos párocos a 27 de Outubro de 1923, dizia-lhes procurar assim « não só proceder de harmonia com os sagrados cânones e equiparar a nossa catedral às restantes do País, mas ainda unir mais o nosso coração de bispo e de pastor a esta Igreja, cujos cuidados Deus confiou ao mais humilde dos seus ministros ». Como as leis litúrgicas permitiam que, além do titular que já tinha, outro se pudesse juntar no acto da sagração, D. João Evangelista , naquela data e na mesma carta, pedia aos imediatos colaboradores que muito lealmente lhe dessem a sua opinião sobre o nome que lhes parecesse mais próprio, porquanto o prelado muito desejava, « como em tudo o mais, ir de acordo com os sentimentos piedosos do nosso clero e as devotas tradições deste bom povo ». Recolheram-se os votos, que de...

A Ponte Metálica sobre o rio Corgo, em Vila Real

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Descrição Ponte rodoviária , construída nos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, em ferro de um tabuleiro, plano, constituído por três tramos assentes em dois pilares de cantaria tronco-piramidais e de diferente altitude, de aparelho " quadratum " com os cunhais de cada face formando alhetas salientes, terminados em cornija, formando assim três vãos de diferente extensão. A amarração do tabuleiro às margens é efetuada por pegões-encontro, também em cantaria aparelhada e lateralmente reforçados por arcos de volta perfeita assentes em pilares retangulares inclinados, formando falsos arco botantes; o da margem direita, mais longo, tem cinco arcos e o da margem oposta apenas dois; nos seguintes, dispõem-se gárgulas. Cada tramo da ponte é constituído por uma armação de duas vigas principais contínuas retas, de vão retangular, interligadas por vigas mestras dispostas verticalmente e solidariezadas por outras em X. Pavimento de argamassa betuminosa e passeios em ciment...

Da "Flor da Cidade" à "Pastelaria Gomes"

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Em Vila Real “é inaugurada em 9 de Junho de 1925 (data em que também nasce uma filha do seu p roprietário, Manuel dos Santos Gomes ) uma pastelaria e confeitaria chamada " A Flor da Cidade ", localizada na Rua António de Azevedo , n.os 9 e 11, onde mais tarde se instalaria a loja " Electromecânica ", do conhecido Chico Americano, o Sr. Francisco Guilhermino de Carvalho. Esta pastelaria foi fundada em sociedade com o Sr. Sebastião Duarte , sob a firma de Gomes & Duarte . Note-se que, à data da fundação de " A Flor da Cidade ", Vila Real era ainda vila, e só em 20 de Julho passaria a cidade. Mas a verdade é que já ninguém tinha dúvidas de que a elevação estava para acontecer e o Sr. Manuel dos Santos Gomes antecipou assim em 41 dias o grande momento. Manuel dos Santos Gomes (1890-1959) era natural de Cortinhas, concelho de Murça, e, antes de se fixar em Vila Real, andou pelo Brasil (onde foi caixeiro de um armazém de mercearia, empr...