Mensagem para Pedro Passos Coelho

Caro Pedro,

Li na edição online do diário “I o seguinte:

«Com Passos Coelho a liderar Portugal, os "espertalhões que sabem colocar-se na hora certa" ao lado de quem "vai ganhar" não vão ter lugar nos cargos do Estado. Por isso, o líder do PSD deixou bem claras as suas linhas de gestão de cargos públicos caso chegue a São Bento: "Não vale a pena andarem à procura de convicções ou de falsas convicções partidárias" porque "os ''espertalhões" não terão "nem guarida nem complacência" por parte do PSD.

Passos prometeu aos ''jotas'' que não promoverá os ''job for the boys'': "Não há postos adquiridos para todo o sempre. Quando chegar a hora da mudança, ela não será feita só para a frente: teremos também o cuidado de corrigir injustiças que vêm de trás", defendeu, acrescentando que as correcções serão feitas "independentemente das convicções partidárias de cada um". »

Também o Prof. Cavaco Silva Silva afirmou no discurso de apresentação do seu Manifesto eleitoral” (ver notícia completa):

"A Administração deve ser pautada por padrões de eficiência e serviço público aos cidadãos, sendo o mérito o único critério de admissão e avaliação dos funcionários" e "não podendo as nomeações ser baseadas em filiações ou simpatias partidárias", defendeu o candidato a Belém.

Aliás, no manifesto que apresentou ontem, segunda-feira, na Alfândega, especifica que "as nomeações para os cargos dirigentes devem atender exclusivamente ao mérito".

Caro Pedro, tenho-te como pessoa séria e de palavra. Embora não sejas transmontano por nascimento, sei que o és de coração, logo daqueles de “Antes quebrar que torcer”, pelo que será bom que estejas atento ao que os teus “amigos” e correligionários vão fazendo, de norte a sul do país, nomeando ou promovendo gente sem competência para muitos lugares de responsabilidade. È que, como diz o povo: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”

Não esperes para quando chegares a ser Primeiro-Ministro aplicares o que agora afirmas. Vai convencendo os responsáveis do PSD que fazem o contrário do que tu afirmas a alterarem a sua forma de actuação… assim, vais fazendo caminho e ganhando “experiência” em resistir às pressões dos que dirão que “fizeram campanha” por ti e dos que “votaram em ti”.

Quero acreditar que vais ser capaz de nomear (e de dar instruções de nomeação) para os lugares de responsabilidade política os melhores, isto é, baseado em critérios não só de eventual confiança política e/ou mesmo pessoal, mas conforme as provas já dadas, o sentido de responsabilidade, os conhecimentos e a competência já demonstrada na respectiva área.

Se achares que não vais ser capaz, não prometas mais, pois o povo já está farto de promessas!

Um abraço amigo!

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