Celebrações no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes – Vila Real


Nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro, vão realizar-se, no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes – Vila Real, celebrações religiosas, presididas pelo Bispo de Vila Real, Dom António Augusto de Azevedo, no âmbito do Dia Mundial do Doente.

Assim:

- Dia 10, às 18h30, a Missa da Vigília da Virgem Santa Maria de Lourdes;

- Dia 11, às 15h00, a Missa da Memória da Virgem Santa Maria de Lourdes, com a bênção dos doentes;

Capela de Nossa Senhora de Lourdes, construída num terreno localizado na Costa do Pombo, antiga estrada de Folhadela, e propriedade do Mons. Jerónimo do Amaral, foi aberta ao culto no dia 3 de Agosto de 1924, em celebração presidida pelo então Bispo de Vila Real, D. João Evangelista de Lima Vidal. (cf. "Monografia do Concelho de Vila Real", Júlio António Borges)

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Mensagem do Papa Leão XIV para o XXXIV Dia Mundial do Doente

“A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”

Queridos irmãos e irmãs,

O XXXIV Dia Mundial do Doente será celebrado solenemente em Chiclayo, no Peru, a 11 de fevereiro de 2026. Para esta ocasião, quis propor novamente a imagem, sempre atual e necessária, do bom samaritano, a fim de redescobrirmos a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão, e chamar a atenção para os necessitados e para os que sofrem, como são os doentes.

Todos nós já ouvimos e lemos este texto comovente de São Lucas (cf. Lc 10, 25-37). A um doutor da lei que lhe pergunta quem é o próximo a amar, Jesus responde contando uma história: um homem que viajava de Jerusalém para Jericó, assaltado por ladrões, foi abandonado quase morto; um sacerdote e um levita passaram ao largo, mas um samaritano encheu-se de compaixão, tratou-lhe as feridas, levou-o para uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele. Desejei propor a reflexão sobre esta passagem bíblica com a chave hermenêutica da Encíclica Fratelli tutti, do meu querido predecessor, Papa Francisco, na qual a compaixão e a misericórdia para com os necessitados não se reduzem a um mero esforço individual, mas realizam-se na relação: com o irmão necessitado, com aqueles que cuidam dele e, fundamentalmente, com Deus, que nos oferece o seu amor.

1 - O dom do encontro: a alegria de oferecer proximidade e presença.

Vivemos imersos na cultura do efémero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença, que impede de nos aproximarmos e pararmos no caminho para olhar as necessidades e os sofrimentos à nossa volta. A parábola relata que o samaritano, ao ver o ferido, não “passou ao largo”, mas teve para ele um olhar aberto e atento, o olhar de Jesus, que o levou a uma proximidade humana e solidária. O samaritano «parou, ofereceu-lhe proximidade, curou-o com as próprias mãos, pôs também dinheiro do seu bolso e ocupou-se dele. Sobretudo […] deu-lhe o seu tempo». Jesus não ensina quem é o próximo, mas como ser próximo, ou seja, como nos tornarmos nós mesmos próximos. A este respeito, podemos afirmar, com Santo Agostinho, que o Senhor não quis ensinar quem era o próximo daquele homem, mas a quem ele devia tornar-se próximo. Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele. Por isso, fez-se próximo aquele que teve misericórdia.

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