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Imagens da colocação da estátua de Diogo Cão em Vila Real (1958)

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Diogo Cão  foi o comandante das armadas que, entre 1482 e 1486, fizerem o reconhecimento da  costa ocidental de África , desde o  cabo de Catarina até à Serra Parda . O feito mais notável é o da  chegada à foz do rio Zaire , em Abril de 1483. Sobre  Diogo Cão  escreveu  Fernando Pessoa : “ O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno. E para diante naveguei. E ao imenso, e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português .” Em Vila Real, a sua memória - para além da Casa Diogo Cão , onde a tradição afirma que terá nascido - está perpetuada através de uma estátua, da autoria de Canto da Maya, que se pode ver no Jardim da Praça com o seu nome. Dá, ainda, o seu nome a uma rua, junto à Praça, e a um Agrupamento de Escolas, cuja Escola sede também tem o seu nome. Sugestão:  Diogo Cão - genealogia do intr...

A Tuna de Mondrões/Bisalhães – uma das Tunas do Marão

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A Tuna de Mondrões/Bisalhães em 1935 “Estivemos em Bisalhães pela primeira vez a gravar a tuna em 1992, numa altura em que ela integrava, como as fotografias documentam, alguns jovens que tinham sido cativados para a prática instrumental pelos mais velhos elementos da tuna, numa iniciativa inteligente e promissora, mas que infelizmente acabou por não resultar, como vamos historiar. As informações que aqui vertemos resultaram essencialmente da entrevista que então fizemos aos dois mais antigos membros da tuna, Querubim Ribeiro de Carvalho , nascido em 1912, e Joaquim Fernandes Fontes , nascido em 1925, ambos nados e criados em Bisalhães, representantes das duas famílias que desde sempre foram os principais fornecedores de tocadores da tuna, os Carvalhos e os Fontes, bem como ao filho do último, Constantino Fontes . Como grande e importante centro oleiro que era (e ainda é), Bisalhães tinha quase toda a sua população ocupada ou, pelo menos ligada, à arte da olaria. “ Eu sempre fu...

A cultura do tabaco no concelho de Vila Real - Achegas para a sua história

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  Quando em 1907 a Imprensa Moderna , numa das suas edições de postais ilustrados, publica duas imagens relativas à cultura do tabaco no concelho de Vila Real , mais não está do que a divulgar a importância que a mesma representa no contexto da produção nos 12 concelhos da Região Vinhateira do Douro devastados pela filoxera e autorizados por disposições legislativas de 1884 a receber esta cultura. Esses concelhos eram Santa Marta de Penaguião, Peso da Régua, Sabrosa, Alijó, Vila Real (ausente no diploma de 13 de Março de 1884, mas contemplada posteriormente na adenda proposta pela Comissão Geral da Cultura do Tabaco ), Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, São João da Pesqueira, Armamar, Tabuaço e Lamego. A cultura do tabaco era, até essa data, absolutamente proibida, embora praticada clandestinamente já no séc. XVII, sobretudo por parte de eclesiásticos e nobres, devido à jurisdição própria dos primeiros e à imunidade de que gozavam os segu...

O pinheiro da Raposeira

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O pinheiro da Raposeira - Vila Real As cidades e as vilas sempre tiveram elementos que ao longo dos anos as foram caracterizando e identificando aos olhos dos outros: o enquadramento paisagístico e panorâmico, o traçado urbano, o património construído de relevante valor arquitectónico, histórico ou de antiguidade, o carácter de limpeza e salubridade, certos acontecimentos regulares como as feiras e as festas, a dimensão da vida comercial e industrial, as personalidades ilustres, etc. Vila Real não é excepção. Nas décadas de 80 e 90 do século XIX, após um notável surto de desenvolvimento, vai-se construir uma imagem que começa a projectar uma identidade de que nos dão conta as crónicas dos jornalistas de viagens e os trabalhos dos fotógrafos que, cada vez com mais regularidade, por aqui passavam. Recuemos a 1889, altura em que o escritor e médico José Augusto Vieira , autor de " O Minho Pittoresco ", se propõe editar obra semelhante relativamente a Trás-os-Montes (...

Para a história do «Liceu Central de Camilo Castelo Branco», até 1937

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Aspeto exterior da nova ala do Liceu - Vila Real "Por decreto de 17 de Novembro de 1836, tinha a cidade de Vila Real direito a possuir um Liceu, pois nesse decreto estabelecia-se a criação dum Liceu Nacional em cada capital de distrito. Não era fácil, porém, num meio relativamente pequeno, organizar um Liceu nas bases estabelecidas pelo mesmo decreto. As principais dificuldades para a constituição do Liceu provinham precisamente da falta dos elementos essenciais: edifício apropriado para a sua instalação e pessoal docente com habilitações bastantes para a regência das cadeiras que o citado decreto lhe atribuía. O decreto de 1836 ficou, pois, letra morta , relativamente a Vila Real, como o ficou para a maioria das capitais de distrito. Um decreto de 1844 (20 de Setembro) reduziu a seis as cadeiras essenciais (eram dez, pelo decreto de 1836), estabelecendo, também, que haveria em cada Liceu mais uma cadeira, em harmonia com as necessidades da respectiva região. Apesar ...

O Teatro-Circo em Vila Real e os «Bailes da Carolina»!

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Teatro-Circo em Vila Real (1943) O Teatro-Circo em Vila Real Este teatro, considerado o melhor da província, por não ter pano de ferro e lhe faltarem no palco algumas comodidades exigidas, foi encerrado. Pena é, porque o interior do edifício é duma elegância admirável e tem esplêndidas condições acústicas. Ainda se realizam no Teatro Circo os conhecidos e tradicionais bailes do Carnaval, intitulados « Bailes da Carolina » [ realizados entre 1905 e 1957 ], organizados pelos Bombeiros Voluntários [ da Cruz Verde ] . (1) É proprietário do Teatro Circo o conhecido capitalista da Régua, Sr. António Pereira do Espírito Santo . (2) De acordo com informações disponibilizadas por Luís Sousa Costa , «Os últimos proprietários foram os 3 irmãos “Serra”, Pedro Maria Cunha e Serra, João Avelino Cunha e Serra e um outro.»  Grato. [ Dado o estado de degradação do edifício, em 1957 o mesmo foi escorado, e deixou de aí haver as habituais atividades cinematográficas e teatrais, para além ...

A Capela do Espírito Santo: onde esteve e onde está?

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Capela do Espírito Santo Quinta de Prados / UTAD A Capela do Espírito Santo terá sido construída no século XIV, pelos morgados de São Brás , pelo que, frequentemente, também era conhecida por capela do Hospital de São Brás . Ainda no séc. XIV (1385) D. João I concede carta de privilégios ao Hospital e albergaria de São Brás . Passados pouco mais de 250 anos, a partir de 1644, e na sequência de vários milagres atribuídos à imagem de Cristo crucificado existente nesta capela, a mesma passa a ser conhecida por Capela do Bom Jesus , tendo passado a realizar-se, no dia 10 de Maio de cada ano uma festa totalmente suportada pelo comendador de Tresminas, D. Gregório Castelo Branco . Com o falecimento do comendador de Tresminas , em 1719, a festa dedicada ao Bom Jesus passou a realizar-se por devoção dos habitantes. Capela do Espírito Santo Capela de Cristóvão Gonçalo  no Largo do Pioledo (segundo uma fotografia do sr. Lopes Martins) Fonte: "Branco e Negro", nº23-26, 1896  Nas ...